[FP] Katerina A. Dennies

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Mensagem por Katerina A. Dennies em Sex Jul 18, 2014 7:14 am



Katerina Alexandra Dennies
I can give you pain and i can give you pleasure
Personalidade
Katerina nunca foi o padrão filha perfeita, que dirá então de garota perfeita. Não que ela ligue para isso, na verdade, a ultima coisa que ela faz é se importar com algo. Fala tudo o que pensa sem se importar com as consequências e não se considera alguém que possua algo bom. Suas maiores características são seu sarcasmo e sua impulsividade constante, afinal, ela não se vê como alguém que tenha algo a perder. A cabeça da garota é um inferno constante, seus pensamentos a assombram e é bem comum para ela ouvir vozes que a incentivam a cometer suicídio, mas ela não demonstra isso em nenhum momento. Por fora, Kat é a típica garota má e sedutora que todos os garotos desejam e todas as garotas não desejam estar no caminho, a típica filha imperfeita que causa decepção constante aos pais. Já por dentro ela não passa de uma garotinha assustada que se esconde atrás de uma máscara de sarcasmo e tem a pior visão de si mesma que qualquer um poderia ter. Dona de um auto-ódio gigante, finge ter a melhor auto-estima que alguém poderia ter mantendo sempre o sorriso no rosto em frente aos outros, mas desabando quando está sozinha. Normalmente usa as drogas e as bebidas alcóolicas para esquecer tudo ao seu redor e se divertir de verdade, apesar de algumas vezes acabar chorando e dizendo algumas verdades. Suas notas nem sempre foram as melhores, mas decaem cada vez mais por conta da falta de atenção da garota com tudo ao seu redor.
Inglesa
17
Bad Girls e Populares
Kat
Panssexual
By:Niza

História
Olhar para eles era doloroso. Independentemente do sorriso resplandescente no meu rosto, eu podia sentir as lágrimas caindo... Por dentro. Mas, quem se importava com isso realmente, não é? São todos meus amigos. "Amigos". Não sei bem como utilizar essa palavra, nunca realmente tive alguém que fosse considerado um amigo para mim. As pessoas só sabem machucar e destruir uns aos outros, não vejo motivo para confiar em alguém.
Talvez você queira saber de onde surgiu tal linha de raciocínio, e muitos conhecem várias histórias a meu respeito. Histórias que fazem eu parecer feliz com todas as coisas boas que supostamente me aconteceram. Mas essa não é a verdade, e é a verdade que você vai conhecer. Bom, minha bela linha de raciocínio vem desde quando eu completei 10 anos e ganhei um presente não tão agradável. É uma longa história, e receio que eu tenha que me lembrar de como as coisas eram antes disso. Uh, as coisas antes disso eram ótimas.
Nasci e cresci em Bristol, a cidade não tem muitos segredos e é um bom lugar lar. Meus pais sempre foram bons comigo e até os meus 7 anos eu fui mimada ao extremos, e então eles se separaram. Ah, o doce momento da vida quando um casal começa a brigar constantemente por qualquer coisa. Eu consigo me lembrar de alguns bons momentos.
- Eu nunca quis essa filha, olha quantos gastos ela têm nos dado porque você insiste em mima-la como se nós tivéssemos todo esse dinheiro pra gastar! - os berros de John, meu pai, eram bem fáceis de ser ouvidos, principalmente pra a garotinha escondida atrás da porta que era eu.
- Minha filha merece as melhores coisas, e se ela crescer com algum trauma a culpa é sua. Pare de gritar, vai chamar a atenção dos vizinhos. - Mary, minha mãe, sempre tentava manter a calma, coisa que meu pai nunca conseguia.
- Sua filha? A cria é só sua agora? Fez ela como? Com o dedo? - as risadas sarcásticas de meu pai sempre me assustavam, eu sabia o que vinha depois daquilo. Me encolhi ainda mais atrás da porta antes de ouvir o estalo, sim, meu pai havia batido em minha mãe. Naquela fase aquilo não me assustava mais, não tanto ao menos.

Foi assim que eu notei a realidade. Dura, fria, implacável. Nada era como nos contos de fada, nada era como diziam que seria. Não haviam finais felizes.
Meus pais se separaram semanas depois, eu fui morar com a minha mãe. Os dois anos seguintes foram difíceis, minha mãe trabalhava o dia todo no hospital, como enfermeira, e eu tive que cuidar de mim mesma durante o meu tempo fora da escola, o que deu início as minhas rotineiras conversas comigo mesma. Anos depois, isso se tornou o inferno na minha cabeça, mas isso não vem ao caso agora.
3 anos depois minha mãe se casou novamente, que felicidade, se não fosse pelo fato de que Nicholas era um pedófilo estuprador do cacete. Sinto muito pelo palavreado. Não, na verdade, eu não sinto, porque esse vocabulário só me ajuda a expressar o quão repugnante ele era.
Deixe-me explicar, Nicholas me deu o meu belo presente de aniversário: Sexo contra minha vontade. Nada demais, não é? O que mais uma garotinha poderia querer em seu aniversário de 10 anos além de um estupro? Ah, foi uma bela noite. Porém não.
- Kat? - ouvi a voz de Nicholas do outro lado da porta do meu quarto, estava escuro e minha mãe havia saido para um plantão de emergência no hospital e o deixara cuidando de mim. - Posso entrar? Trouxe seu presente de aniversário.
Minha ingênua curiosidade foi maior do que eu. Há anos eu costumava manter a porta do quarto trancada, mas naquela noite não, naquela noite eu a abri com um sorriso no rosto, mal sabia eu que toda o bem que eu via no mundo iria embora da minha cabeça.
- Feche os olhos. - a voz melodiosa dele me induziu a escuridão pela minha própria escolha, e eu não tive reação quando senti a mão dele brutalmente tampando minha boca enquanto ele me arrastava agressivamente até a minha cama.
Meus gritos abafados não eram ouvidos por ninguém. A dor que eu sentia era apenas minha. As lágrimas poderiam cair silenciosamente sem que ninguém as visse. Ninguém poderia impedir que ele fodesse meu corpo e a minha mente.

Essa foi de longe a minha pior experiência. A porta do meu quarto fica trancada até hoje. Eu não posso mais acreditar na bondade de ninguém, afinal, todos eles mentem. Todos causam dor. Meu pai, Nicholas... Nenhum deles é bom de verdade. A bondade não existe.
Depois desse incidente eu me obriguei a morar com meu pai. Ah, meu pai, o doce alcóolatra agressivo que me odeia. Que ideia ótima morar com ele, não é? E ninguém nunca soube do incidente que me levou a casa dele. Jamais ousei abrir a boca para isso, mas o acontecimento mexeu tanto comigo que eu já não era mais a mesma garotinha, não... Algo mudara.
Eu estava sentada na cozinha em torno das 2 horas da manhã, eu tinha completado 13  anos no dia anterior e havia sobrando alguns pedaços de bolo. Meu pai havia saido, provavelmente estava no bar, e eu não conseguia dormir. Desde os meus 10 anos dormir durante a noite tem se tornado algo difícil. Memórias me assombram. Em especial naquela noite, então eu decidi que seria um bom momento para comer, afinal, quando não é um bom momento pra comer? Acabei descobrindo que eu estava errada.
No meu segundo pedaço de bolo eu ouvi o tilintilar das chaves e a porta abrindo e fechando. Bem-vindo ao lar, papai. Mas, obviamente, ele não estava muito feliz.
- Por que raios de diabos você ainda está acordada, Katerina? - o berro embriagado dele me fez largar o garfo.
- Eu estava com fome. - respondi secamente.
- Fome? Não acha que já está gorda o suficiente? Decepcionante. O que eu vou dizer aos outros sobre eu ter uma filha gorda? - ele se aproximava cambaleante com uma garrafa de cerveja nas mãos. Me levantei bruscamente, eu já não tinha paciência para aguenta aquilo tudo.
- Eu não vou ficar aqui ouvindo desaforos de um velho alcóolatra mal-amado. - assim que me virei de costas para ele, determinada a sair de lá, senti minhas costas demolirem. Ouvi o vidro quebrando contra a minha carne, senti alguns cacos penetrando a minha pele, mas senti principalmente o ódio crescendo dentro de mim. Então eu cai.

E o prêmio de pai do ano vai para... Qualquer um que não seja meu pai. Passei alguns dias no hospital com minha mãe e com isso voltei a morar com ela. Com isso eu soube que ela e Nicholas se separaram, nunca perguntei detalhes, mas aquilo me deu uma pontada de felicidade. Devo agradecer meu pai pela minha baixa auto-estima, pelos incidentes de bulimia entre meus 13 e 15 anos e pelo fato de eu ter me tornado uma alcóotra aos 17 anos. Valeu pai!
Depois de todas estas coisas é de esperar que eu queira morrer, não? Eu só queria me deitar e dormir para sempre. Mas não, eu não posso. Eu mantenho meu sorriso no rosto, mantenho o sarcasmo nas frases, mantenho o título e "decepção familiar do ano".
Dos meus 14 anos pra cá tudo tem sido como tem que ser. Tantas festas, tanto alcóol, tantas drogas, tanto sexo, mas nenhum amor. Ah, o amor. Eu deveria mencionar que nunca senti amor por alguém?! Nem mesmo por meus pais. E me pergunto se eu deveria, se não seria só mais algo a me machucar. Afinal, pra que serve o amor? Pra que se usa o amor quando se pode ter a carne? Pra que sentimentos quando se existe o prazer físico? O corpo humano é atrativo, e você pode ter o corpo de quem quiser se estiver determinado a isso. Já o amor de alguém? É algo complexo demais para que eu compreenda. Talvez eu esteja tão acostumada com a dor que eu não queira me permitir sentir algo que consideram bom. Afinal, como eu já disse, não existe nada bom nas pessoas, muito menos em mim.
Em frente a todos eu posso ser a Kat, divertida, sarcastiva, impulsiva... Bom, eu não tenho nada a perder. Tudo de bom que eu tinha já foi arrancado de mim, não? Já entre as quatro paredes do meu quarto... Digamos que é o único lugar onde eu ajo como realmente sou. Talvez um dia eu acabe me mostrando a todos, afinal, não posso viver atrás de uma máscara pra sempre. Vou explodir por bem, ou por mal.
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Re: [FP] Katerina A. Dennies

Mensagem por Kim Hyuna em Dom Jul 20, 2014 11:42 pm

Aprovada
Não é bem o meu papel,mas com o sumiço do Timothy,bem,aqui estou eu <3 Sua ficha ficou,na minha opinião,incrível. Uma história bem pesada e dramática,mas isso vai deixar a personagem mais interessante. Amei o seu modo de escrita. Bem vinda <3

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Re: [FP] Katerina A. Dennies

Mensagem por Timothy D. Keynes em Seg Jul 21, 2014 3:41 am

Aprovada
Não precisa jogar na cara, né, Hyun? e.e
Mas enfim, Katerine Zeta-Jones, sua linda, sua ficha ficou espetacular, acho que dentre todas as que já li, essa foi a mais rica em detalhes, geralmente as pessoas simplesmente contam uma história, um único fato importante da vida, mas você quis foder legal com sua personagem e deu vários momentos trágicos pra destruírem o psicológico de Katerine, e por mais cruel que isso pareça, eu amei. Quanto a sua narrativa cheia de "ah", "uh" e reticências, devo confessar que eu ri um pouco no começo, mas não tome como ofensa, pelo contrário, achei incrível, só não estou muito acostumado com esse tipo texto descontraído e ao mesmo tempo bem estruturado, sinta-se aplaudida em pé. Agora só um coisinha mínima, tente reler seus textos antes de postar, pois em alguns momentos no apagar palavras, mudar coisas ou pensar em várias ideias e escrever uma só... Slá, o que se passou, mas você colocou palavras fora de nexo em alguns, mas isso normal, todos fazem isso. Enfim, apesar do meu atraso, bem vinda <3
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